Longa Vida (poema).

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Era uma vez

Em uma longa vida

Em que:

O tempo se perde
As rochas se quebram
O que foi escrito se apaga;

Violência ecoa nas paredes
Sujando-me de sangue denso
O ponto de partida é:

Uma alma apagada
Um orgulho chutado
O desespero que infecta à esperança

Ratos dentro das cabeças
Alimentados de pensamentos sujos
Corra! É um ladrão!
Quem é o ladrão?

Ele não possui nome, mas possui medo
Arma apontada, mão louca
Tiro escutado, tiro acertado;

Paredes sujas de sangue denso
Ponto de chegada, alma dentro das cabeças;

A esperança se quebra
Uma longa vida se apaga.

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Juventude selvagem (poesia).

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Vamos fazer tudo

Escorrer pelas leis
Nadar entre as poesias
Fingir que gostamos de literatura clássica;

Lutaremos contra nos mesmos
E usaremos nossa derrota
Como historias de ninar
Para que nossos sonhos durmam a noite;

Criaremos superpoderes e os usaremos para
Devorar cada hora do dia
Voaremos para longe
Quando a flecha o tempo
Perfurar nossos corações;

Ouviremos musica, boas e ruins
Cantaremos alto todas aquelas que lavam nossas almas
Mas, as sujaremos novamente
Já que somos
A juventude selvagem;

Vamos viver
E fazer tudo enquanto nosso sangue pulsa
Antes que viver torne-se morrer
E seu coração fique pesado demais
Para que eu consiga segurar.